quarta-feira, 1 de junho de 2011

Texto: Ansiedade



Dor ou apenas desconforto
aperta meu peito e me da vontade
vontade de lutar, esbravejar
qual quer coisa que faça meu tempo passar
esquecer minha solidão
as angustias que tenho no coração
com coisas que não tenho nem um controle
e que não consigo parar de pensar
que fazem minha espera parecer que nunca vai terminar
mesmo sabendo que a vida é assim
não posso deixar de pensar
ideias não param de passar
sei que isso é normal
mas não muito racional
essa angustia é suprema
e fica ao deredor da minha cabeça
coisas que penso e fico a pensar
são coisas que podem ou não se realizar
ideias fazem meu humor mudar
as vezes sou duro
as vezes maduro
sem coisas para pensar
minha cabeça volta a me lembrar
dessa sensação que não consigo explicar
faz minha vida uma rotina
de espera
a ansiedade é o medo
é o meu tormento






terça-feira, 24 de maio de 2011

texto: Injusta

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin

segunda-feira, 25 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

Sinto saudades

Sinto saudade
Sinto Saudade de ter
ter aguem para escrever
alguém com que eu conte as horas para poder ver
rir de coisas bobas que nem uma criança
alguém que eu possa dividir experiências da minha infância
alguém que com o seu olhar me faça acreditar
acreditar que sou único
que sou a pessoa melhor do mundo
que me mostre que é bom se diferente
alguém que me ajude na minha caminhada
alguém para chama la de querida amada
dizer frases bonitas
corteja-la de formas infinitas
uma pessoa para povoar minha mente
e dedicar-te meus versos
alguém para rir alguém para chorar
alguém que quando bote minha cabeça no travesseiro eu possa sonhar
alguém que me de beijos molhados
e me de abraços aportados
em quanto essa pessoa eu ainda não encontrar
fico com saudade e continuo a procurar


autor: João Victor Alves De Paula

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O dia de um brasileiro


Acordo cedo para trabalhar
saio de casa sem saber se vou voltar
carros e motos tenho a observar
enquanto as estações de trem começam a lotar
todo dia pago passagem
mas para as empresas nada vale
sou apenas um de milhões
que pegam trem lotado
e enchem de dinheiro o rabo de poucos empresários
canalhas que vão sentados nos seus carros com ar condicionados
em contra partida idosos ficam sofrendo em pé
em meio ao calor e sonhando com solução
em meio a tantos problemas
problemas de saúde, transporte, segurança, alimentação
e educação
mas prefiro acreditar que a vida é bela
pois tudo tem um lado mau e um lado bom
mesmo com tantas a diversidades
isso tudo some quando deito no meu travesseiro
e assim termina mais um dia de um brasileiro.


Autor: João Victor Alves de Paula

quinta-feira, 31 de março de 2011

texto: Língua portuguesa


Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!


autor: Olavo Bilac

fonte:

http://www.releituras.com/olavobilac_lingua.asp


Texto: Amada Língua portuguesa




O mundo da voltas
é incrível como sempre volto pra cá
Aonde expresso minhas emoções
aonde escrevo minhas lamentações
Dor, tristeza e meus lamentos
amor, paixões e todos meus sentimentos
pois a única forma que consigo me expressar
pois nunca fui muito bom pra falar
mas você abranda meu coração
com seu carinho e sua dicção
palavras doces encontro ao ar
mas sua total beleza só se encontra com o olhar
não te conheço completamente
mas muitas vezes você não sai da minha mente
em forma de frase, textos ou poemas
e como essa é a forma de me expressar
e não vejo melhor forma de anunciar
anunciar meu amor por ti
língua portuguesa
que é escrita e reescrita
de forma e varias formas
mas não deixa de ser bela
odiada, amada mas sincera
esta é você você pra mim
bela, complicada
odiada e amada.

autor: João Victor Alves De Paula.